BLITZ: “DUA LIPA, AS NOVAS REGRAS DA POP”
- Dua Lipa: Portugal
- 4 de nov. de 2017
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Durante a sua passagem por Portugal em Agosto, com um concerto no festival Meo Sudoeste, a Dua sentou-se ao lado de Maria Rui Vieira da BLITZ para uma curta entrevista, momentos antes de entrar em palco. Agora, três meses depois, a entrevista foi disponibilizada na edição de Novembro da revista portuguesa.
Nos últimos dois anos, Dua Lipa, londrina com raízes albanesas, tem vindo a afirmar-se como uma dos valores mais seguros da nova pop britânica. Após assinar contrato com a major Warner, em 2015, a artista, hoje com 22 anos, tornou-se presença constante nos topes com singles como ‘Be The One’, ‘Blow Your Mind (Mwah)’ ou, já este ano, ‘Scared to Be Lonely’ (parceria com o DJ e produtor holandês Martin Garrix). No verão, ascendeu finalmente à concorrida tabela do Reino Unido com ‘New Rules’ e atuou pela primeira vez em solo nacional. No festival Meo Sudoeste, momentos antes de subir ao palco, confessou-nos: “é a minha primeira vez em Portugal e estou muito entusiasmada”.
Passou-se quase um ano e meio desde que a ouvimos pela primeira vez e a edição do álbum. Foi difícil encontrar as canções certas?
Levei algum tempo a mostrar os meus temas a outras pessoas para elas ouvirem. Lancei muita música e queria que o álbum soasse o mais fresco possível… Portanto, continuei a escrever até sentir que conseguia editar um disco com muitas canções novas e muito material novo. Foi isso que fiz.
O seu trabalho como modelo preparou-a para os desafios de uma carreira na música?
Não fiz moda durante muito tempo, portanto não teve um papel assim tão importante. Penso que o facto de ter começado a viver sozinha aos 15 anos acabou por me preparar para a vida e deixou-me bastante confiante e independente. Talvez isso tenha sido um papel mais importante.
Há quem diga que as novas artistas pop femininas tem cada vez mais dificuldades em chegar ao topo das tabelas. Sendo provavelmente a mais bem-sucedida, neste momento, sente isso?
Temos de trabalhar muito, ter muitas canções cá fora e conseguir ter muitas pessoas a ouvir-nos. Detesto que a minha música dependa dos topes. Tenho uma paixão tão grande por ela que quero seja ouvida por aquilo que é… Quando as minhas canções chegam às tabelas é a melhor sensação de sempre. Saber que estão a ser ouvidas em todo o mundo e que as pessoas gostam e apoiam… É muito entusiasmante, mas não gosto que este tipo de coisas defina o sucesso de uma pessoa. Há tantos artistas que não passam nas rádios nem tem sucesso nas tabelas, mas, por outro lado, conseguem esgotar concertos noite após noite. Não sei qual é a definição de sucesso, mas cada um deles tem sucesso à sua maneira.
‘Scared To Be Lonely’ foi um grande sucesso um pouco por todo o mundo, Portugal incluído. Como surgiu essa canção?
O Martin [Garrix] e a equipa dele enviaram-ma, dizendo que adorariam que eu cantasse. Eu gostei muito e fiquei entusiasmada com a ideia de trabalhar entusiasmada com a ideia de trabalhar com alguém como ele, que é tão jovem e tão talentoso. Foi uma oportunidade maravilhosa. É uma canção com a qual muita gente se consegue identificar, mas também uma daquelas que podes cantar quando estás a conduzir, quando estás em casa ou quando estás a ir para uma discoteca. É para todos os momentos e penso que isso é muito especial.
Vai fazer primeiras partes de concerto de Coldplay e Bruno Mars...
Sim! Em Setembro começo na costa este dos Estados Unidos com o Bruno e depois, em novembro, vou em digressão com os Coldplay ao Brasil e à Argentina. Ainda não conheci a banda toda, mas trabalhei com o Chris Martin, fizemos uma canção juntos chamada ‘Homesick’. O Bruno ainda não conheci, mas em março do próximo ano também vou em digressão com ele à Austrália e Nova Zelândia.
Já está a escrever canções para um novo álbum?
Estou constantemente a compor, mas senti-me tão inspirada no momento em que terminei o primeiro álbum, estava tanta coisa a acontecer, que percebi que estava pronta para escrever novamente.
Atuou na edição deste ano do festival de Glastonbury. Foi um grande momento para si?
Foi o melhor da minha vida, para ser sincera. Foi tanta gente á ver-me e senti uma energia louca. Foi o primeiro grande concerto que dei depois de o álbum sair para as lojas e foi uma excitante e especial apresentar uma foi muito excitante e especial apresentar uma série de novas canções… E ter as pessoas a série de novas canções… E ter as pessoas a cantá-las de volta para mim. Foi um grande passo à frente. Vou a Glastonbury, enquanto fã, há alguns anos e foi muito excitante porque tinha todos os meus amigos lá e a minha família estava lá também.
O que quer da música hoje? É o mesmo que queria quando começou a sua carreira?
Só quero fazer com que as pessoas sintam alguma coisa. E quero viajar pelo mundo, ter experiências com públicos diferentes. Desde que continue a ter possibilidade de fazer isso, vou ser pessoa mais feliz do mundo.
VIA: BLITZ



















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